CIDADE

Ilustração do texto_ arq. Manuel Graça Dias

UM ciclista... UMA cidade...
Meter uma mudança deixou de ser um acto mecânico e descuidado.
Sair das 4 paredes, ir pela Cidade sem destino.. ENTRAR nas emoções, atravessar uma Alameda, seguir uma direção e depois parar num jardim, beber uma taça numa esplanada... Fazer uma curva apertada, ter um arrepio, um Conforto Desconformado mas BEM FORMADO, escutar um sussurro do Tejo e de repente outro desvio tangencial... Rasar um novo buraco! Ter uma vista súbita, uma travagem apressada e uma descida arrepiante, uma CURVA, uma ultrapassagem... outra aceleração!... Travagem... Derrapagem.
E outra ultrapassagem ou um vermelho em que se para... ...Depois, encontrar um Destino.
Um "Olá" e um sorriso de uma criança para um ciclista.
Sair do selim, acelerar pela Avenida acima porque um colega nos deixou para trás... Ir para a frente de um consolo, olhar um edifício surpreendente de muitos passados. Hummm! - "Nunca o tinha espreitado por entre os barulhos da cidade"!
uma mudança = 1 RITUAL
Olhar... Ver e ATRAVESSAR o OLHAR por fora das janelas, devolver um desgosto, sair duma RUA e ESCUTAR o barulho de um beco vazio, e mais à frente a repreensão de um Polícia e DEPOIS passar no meio de muitos, MUITOS carros.
CANSADO... Deitar na relva com muito céu por cima e sol pelo meio e sentir a Cidade, e à noite gingar em contramão por entre as Estrelas caídas do Céu. Atravessar circunstâncias...!
Obrigado Companheira.
Fiz um esforço para te restaurar mas voltaste a dar me as Noites e os Dias... As transparências cresceram, os tédios diminuíram e a Cidade alargou-se... As horas estão maiores...
Obrigado Velhota.
E.
 Obs: A velhota é uma bad boy da Cannondale_ Desaparecida

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