Será utopia transformar o asfalto negro e feio em belas calçadas com atraentes desenhos?

Sr Presidente da CML, permita me esta sugestão. Mas gostava de a enquadrar primeiro. :)

Lisboa é, com pouca dúvida, uma cidade com um clima  uma luz e uma beleza que atrai quem me parece ter bom gosto.
Mas desde sempre achei estranho que a maioria de quem cá vivia a desprezasse tanto que só desejasse afastar-se dela. Ou fugiam para a periferia para viver ou para o Alentejo para passear.
Eu não. Sempre a curti. Até inventei passeios culturais para que ela nos seduzisse cada vez mais e mais (a mim e aos amigos!) Fui de miúdo residir para o centro e de lá não desejo sair.

Mas como pedalo muito pela cidade e normalmente em esforço e curvado sobre o guiador, estou sempre a observar o que nela há de mais feio! Sim, esse manto negro das ruas de Lisboa. De facto, essa superfície já teve muito empedrado e buracos. Mas nesse passado muito próximo andava pela cidade com uma bicicleta todo o terreno

Num dia com poucos automóveis, e sobretudo se estiverem num edifício alto, observem como é negra a maioria do pavimento da cidade!

Posso salientar que até gosto de carros na cidade, pelas cores e pelo movimento que fazem nas ruas, como que um rio cheio de troncos de árvores. E tiram o impacto do negro dos alcatrão!

Não tenho nada contra o preto mas desconfio que a principal razão porque os lisboetas vão para as planura do Alentejo é para esquecerem essa cor do asfalto que os cerca todos os dias

Sr Presidente da CML. Quero agradecer as infinitas pistas cicláveis (prefiro dizer verdes, e algumas são mesmo!) que mandou construir .:)

Um grande obrigado muito sincero.

Mas não as uso.... Raramente lá pedalo! Porque estão sempre cheias de pessoas e tenho de ir muito devagar para não ser atropelado pelos peões e cãezinhos que se assustam com os ciclistas!


Também tenho muito medo dos outros ciclistas que por elas andam! Pedalam como se andassem no asfalto no meio dos carros em corridas de gatos...

Tenho reparado que a maioria dos condutores de automóveis adoram a calçada portuguesa.! Desconfio que é porque poucas vezes a pisam e nunca andam de patins, salto alto ou carrinhos das compras!


Mas também temos os defensores da cidade verde muito permáavel para evitar inundacões...bla...bla..bla...! ummh! ...Apesar de achar estranho poucos ciclistas e automobilistas, na altura da Open House, não irem conhecer de bicicleta o Corrredor Verde de Mosanto do Mestre Gonçalo Ribeiro Teles!. Sim, o grande defensor da cidade verde e permeável!

 Mas enfim... :)

Sr Presidente da CML,


Lisboa pode transformar-se na cidade mais bela do Mundo se passássemos a ter calçada Portuguesa, com os belos desenhos que a caracterizam, em vez de asfalto, essa grande superfície que a enegrece e entristece.

E, claro, os passeios para peões, ciclistas, gente em cadeira de rodas, idosos, carrinhos de bebés, pessoas de bengala, senhoras de salto alto, patinadores e skaters continuariam como muito bem está a fazer, Sr Presidente da CML: Largos, lisos e de cores claras para serem usadas com conforto por todos.

Vou tentar explicar porque ando em contra-mão e passo sinais vermelhos.
Pois! :)
Uma nova trindade parece que está em jogo nos conceitos sociais: os tradicionais valores europeus de liberdade, igualdade e fraternidade foram substituídos no século XXI por conforto, segurança e sustentabilidade.
Pelo menos é o que nos diz Ren Koolhas e eu comungo, também quando põe em causa as cidade ditas inteligentes e os sistemas de segurança integrados.
O ser humano parece que criou um ideal baseado numa ordenação de valores estruturantes onde a liberdade e a responsabilidade descaracterizam  qualquer procedimento utópico ou mesmo consciente mas que esteja  para alem da sua possibilidade e depois  os transformam em valores sociais . E ai de quem os questione!


Então  porque ando em contra-mão e passo vermelhos?
Porque incorro nestas infrações inquestionáveis avessas da razão e mais próximas da emoção inconsciente?

Já está a franzir a testa e nem leu até ao fim!
Dê me uma oportunidade para explicar ..s.f.f... :)

Não passo um vermelho ou ando num sentido proibido (em rua calma) no espaço estanque entre duas liberdades opostas, mas naquela área entre duas responsabilidades que a fragilidade de um ciclista deve aproximar e que deve ser-lhe permitida.

Deve ou não a nossa liberdade perpetuar-se na sensibilidade e inteligência de todos sem que as regras criadas para o êxito deste consenso nos restrinjam?
Sim... Não... Talvez?


Pois faço-o com uma razão! Porque me parece que ao cometer estas atrocidades ao código da estrada estou a ser super consciente e seguro não incomodando senão o espírito formatado em regras inquestionáveis de alguns condutores automobilísticos mais sitiados nos formalismos e conceitos enraizados.

É evidente que as regras do código da estrada têm que ser conhecidas por todos e cumpridas. Sobretudo por todos os condutores com veículos que se deslocam através da força motora.
O seu incumprimento tem um risco e uma pena.
Acho bem!
Que penalização e condenação deve ser aferida ao ciclista?

São de facto dois incumprimentos muito desiguais, mas que pagamos caro qualquer que seja a desobediência aos códigos desenvolvidos nos mais de 100 anos da evolutiva tecnologia automóvel.
Pagamos com a incompreensão, a critica, a indignação e a reprovação por vezes muito feroz.

Não somos veículos sem motor como nos querem fazer crer...
Somos pessoas (peões) que nos movimentamos com a nossa força física, a destreza do corpo como quem anda ou corre, só que usando um auxiliar que, apesar de mecânico, é leve e sem um motor que auto movimenta uma estrutura pesada e que na cidade ocupa sempre mais de 5 metros quadrados de área - o espaço mínimo de implantação dos chamados veículos automóveis!

Não temos áreas nem grandes volumes a transportar!
Chateia-o ver passar um peão pela passadeira com sinal vermelho quando está a rua deserta?

E um ciclista com a bicicleta pela mão?... Já não está tão seguro!..

Defendo que todos os utentes do espaço urbano que se movimentam na cidade devem ter como código o uso das 5 elementares regras cedidas pelos 5 sentidos.
Passas os vermelhos, é incompreensível, dizem me os amigos!...

Só cumpres as regras que te convêm! Se tens direitos tens que ter deveres perante terceiros... argumentam ainda os meus amigos e conhecidos, ou algum policia quando me apanha a infringir!..

E eu calmamente tento explicar a razão desta minha atitude que fui criando na deslocação diária de bicicleta em meio urbano e que se transformou numa postura, na minha perspetiva, sensata e ponderada.
Vamos então a uma breve descrição (significativa!)


SINAIS COLORIDOS

Determinar o tempo e o nosso modo de reagir não com o que os sinais nos indicam mas de acordo com a oportunidade (bom, isto fica entre nós!)...

"Olhemos com atenção todos os movimentos da cidade sem nunca nos fixarmos na sinalética"

Vejo muitas vezes ciclistas e automobilistas que "passaram no código" com os olhos fixos no semáforo. Só à espera da permissão do verde! E automaticamente arrancam, cegos, com a passagem do vermelho ao verde.

Um ciclista, como já referi, não transporta toneladas, nem tem um motor poderoso e uns travões ABS!
Pedalo, penso e aconselho-me: "Segue prudente, destemido(a), determinado(a), usa sempre a cautela como companheira, o capacete como acessório e a mão na manete da tua segurança: o travão".

Temos sorte por Lisboa não ser como Xangai ou Londres.
Londres a cidade onde vi uma grande quantidade de biclas brancas.
Em muitos cruzamentos confrontamos-nos com esses monumentos de consternação e de aviso de quem desejou preservar a memória do ciclista injustamente e fatalmente acidentado.

Leu acronica Bicicletas Brancas de Londres?
Do Oriente vem a construção da massa critica - a única maneira de juntos imporem um direito.

Repito para mim com tranquilidade: “Podes passar vermelhos, andar em sentidos contrários, mas deixa sempre passar tranquilamente o cidadão que se desloca a pé”.
A prioridade deve ser cedida sempre ao mais fraco.

Imagino que no futuro o ciclista terá prioridade sobre qualquer veiculo motorizado e nenhuma sobre o peão!
O Tempo virá conciliar verdades e incertezas!


25 de Abril de 2015 (quando escrevi a crónica!).
Salgueiro Maia (Capitão de Abril sob o comando de quem ainda tive o prazer de estar alguns anos depois da data histórica de Abril, na Escola Prática de Cavalaria de Santarém) quando se dirigia com a sua unidade pesada para Lisboa com o objetivo de derrubar o regime de Marcelo Caetano parava nos vermelhos e esperava pelo sinal verde...
E esta, heim?


Quem terá sido que um dia me disse: "Respeita o vermelho mas insurge te sempre contra a tirania do habito e da certeza” ...Que é ao fim e ao cabo o Vermelho como símbolo do Proibido.
Contraditório, ?

Tenho para mim que os constantes conflitos dos opostos se harmonizarão no tempo sem ter que passar pelos aforismos de Heraclitus ou pelo dialetismo de Grham Priest!

O Big Brother de George Orwell há muito que é uma realidade, basta perceber o nosso interesse pelas casas dos segredos para perceber que observar a casa da vizinha, julgarmos e votarmos com os nossos juízos de valores a vida dos outros, se tornou um acto trivial.

Se entrámos na era da contradição, da densidade, da velocidade, com o valor da vida humana refém da sublimação das experiências sensoriais, também se reestruturou e alterou a ordem espaço temporal, talvez glorificando o tempo em prejuízo do espaço que o sujeito já não ocupa porque se dissipam os lugares.
Atualmente até para um museu ou escola não é fundamental que o seu espólio ou função se desenvolva num espaço físico!

Cada vez mais também ocupamos e dignificamos o nosso espaço mental e definimos a nossa personalidade.

Há tempos, num canal de televisão talvez a propósito do terrorismo que já está dentro da nossa sociedade e não vem de fora, um teólogo da igreja católica criticava a frase mais emblemática e que sempre me irritou a propósito da liberdade.

Chamava a atenção para que a nossa liberdade, dignificação do sujeito como ser, não termina quando começa a liberdade do outro, mas propaga-se infinitamente. Até para que o outro possa comungar da liberdade de cada um e cada um da liberdades de todos.

É um conceito que deita por terra o julgamento de quem está confortavelmente sentado num automóvel com o motor à espera do verde para acelerar repentinamente e se irrita com o ciclista que calmamente passou o vermelho porque não olhou para o sinal mas sim para a oportunidade!


O que gosto de sentir nos voluntários do Refood ou da Vida e Paz não é só a sua misericordiosa bondade para com os mais fracos, que surge sempre através de um forte preconceito, mas a consciência da vulnerabilidade humana.

Dignifiquemos de novo a Liberdade e a Responsabilidade agora com o auxilio do bom senso :)
 Foi difícil de entender?...! Ok, não estás de acordo_ Respeito :)


OBS: Quando na cidade formos mais que os automóveis...Então ai ...resigno me :)

Saudações Desportivas
Eliseu

Vou compilar umas luzes que me deram.

E o  meu nome é Eliseu, ando todos, TODOS os dias de bicicleta, ou seja, só me desloco de bicicleta ou a pé. (Ah! e de Patins... Até já me esquecia!).
De carro, autocarro, comboio, metro ou avião vou sempre contrariado e aborrecido.
Não gosto de me vangloriar por ter o conhecimento, as técnicas e os segredos de andar com segurança na cidade.
Comecei o ciclismo urbano há mais de 15 anos. É certo que a experiência de andar mais de sete mil dias na cidade me confrontou com muitas das principais dicas universalmente divulgadas por muitos colegas, e que também estão publicadas de forma gráfica ou virtual nestes meios de comunicação.
Só por curiosidade posso adiantar que, se por algum motivo subestimo alguma dessas regras, caio rapidamente na armadilha traiçoeira das situações perigosas e dos acidentes. ...(sou de facto um sobrevivente desta guerrilha urbana! EH! EH!).
É claro que sempre que me pedem posso aconselhar qualquer colega e relembrar a mim próprio o respeito por alguns princípios.
Então ai vão o que na minha consciência considero as mais significativas dicas:

1- Ter uma bicicleta de acordo com as funções, os desejos e o gosto... Quanto mais investir, mais confortável com ela se sente.
Quem lhe vender a bicicleta deve dialogar MUITO consigo e compreende-lo(a). Mas em princípio essa sua bicicleta convém sempre que seja segura a travar, leve, (irá por certo subir muitas escadas, leva-la no elevador...) e bonita para que a admire e respeite, uma vez que com ela irá repartir o seu maior bem - O Tempo.



2- Depois, nunca deixe a bicicleta ancorada nos lugares por onde navega e se distrai, mas guarde-a nos locais onde reside ou que ocupa... Mesmo que de um lugar publico se trate (restaurante biblioteca, fac. Etc).

3- É MUITO IMPORTANTE que arranje um seguro da Federação Portuguesa de Ciclismo ou da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, assim terá menos problemas se estragar outro veiculo... ou a si propria. E leia atentamente o FOLHETO que estes dois organismos, juntamente com a Autoridade Nacional de Segurança Nacional, fizeram para nós e a que deram o nome de "PEDALAR EM SEGURANÇA" (Sim...pode ver na imagem).



4- O EliseuBike tem para cima de cinquenta crónicas que pretende divertidas, cada uma das quais a partilhar uma dica de auxilio ao ciclista urbano.

Claro, não necessita de ler todas!... Divagamos sempre demais para dizer o essencial.
Os outros 7 concelhos mais importantes, para além dos 4 já referidos acima, são:

5 - Ter consciência de que o cumprimento rigoroso do código da estrada se destina essencialmente às viaturas movidas a motor e com massa e peso muito superior ao binómio constituído por si e pela sua bicicleta. Tem que o conhecer, é certo. Para depois usar a visão, o bom senso e a concentração.
Já fui testemunha de ciclistas atropelados por passarem tranquilamente, conscientes dos seus direitos, sinais luminosos verdes!
Bom... Isto não se diz publicamente... Fica só entre nós (sorriso!).

6 - Uff! o numero seis?... Então aqui dou-lhe o conselho que nunca ninguém lhe dará!

PARA andar com maior segurança numa cidade pedale o mais rápido que puder e mantenha-se atento ao extremo... Sim? Só os entregas sabem isto.

7 - Use sempre capacete. Vai surpreender-se se lhe disser que as quedas mais graves que dei foram sempre as mais estúpidas, imprevisíveis ou direi mesmo impensáveis!

8- Sempre que muda de direção levante o braço... Se for para a direita estique o braço para a direita e se for para a esquerda é para esse lado que deve esticar o braço. E isto mesmo se pensa que não vem ninguém atrás de si... Pode vir e não saber...
E depois é um bom hábito que se enraíza e que, se os seus amigos vierem atrás lhe agradecem. É que .não os surpreende nas suas decisões repentinas!

9 - Adquiriu uma bicicleta de roda fina..? Bom... Não está numa cidade alemã... Em Lisboa arranjam os buracos mas demoram o seu tempinho!... Talvez a qualidade dos materiais empregues na pavimentação não contribua para a boa preservação dos pisos...
Não se deixe surpreender pelas crateras que aparecem depois de vários dias de chuva e claro, nem pelas necessárias grelhas metálicas das drenagens de águas pluviais.
Para Lisboa o ideal é andar-se com uma bicicleta de BTT... É esteticamente despropositado mas de benefícios assegurados.

10 - Ande sempre no meio da sua faixa de rodagem... Não seja tímida(o). E só quando sentir uma viatura atrás de si é que simpaticamente deve lhe dar-lhe passagem encostando-se ligeiramente à berma. Talvez até oiça uma buzinadela de agradecimento e não terá um susto pela tangente que receberia se fosse sempre na berma!

...mas continuemos  11- Evite as artérias viárias de mais de duas faixas para cada sentido, e tenha muita atenção sempre que andar em ruas em que os sentidos contrários não forem separados por um separador central. É mesmo perigoso em caso de acidentes frontais!

12 - Convém dizer que nas cidades todos os automobilistas andam muito mais atentos e conduzem com uma maior consciência no cumprimentos das regras que ajudam na prevenção dos acidentes, e que quanto mais automóveis houver a circular muito mais segura será a sua deslocação de bicicleta na cidade... Parece um paradoxo, não é?

13 - Quem tem receio de andar no meio das viaturas automóveis deve circular sempre pelas ciclovias e, não as havendo nos pontos por onde se quer deslocar, deve então usar o Google Earth (ou Google Maps) para descobrir e estudar um percurso pelas chamadas ruas secundárias, as primeiras vias de entrada e saída na cidade, as azinhagas e estradas militares ou, como lhe gosto de chamar, "as cicatrizes do rosto da cidade"... Ande sempre, sempre que possível por essas artérias profundas da morfologia urbana.

14 - E de noite ilumine-se ..a si e à  sua bicicleta., sabe porquê?... Se não lhe derem algumas LUZES antes como as 13 que acabei de lhe dar.!
Compre-as  :)

15 - Por fim, lembrar que há grupos a quem se pode juntar em passeios, como os simpáticos Bikes de Lisboa ou a Massa Critica,..Lisbon Cycle Chic. E claro, o EliseuBike! Que habitualmente uma vez por mês faz passeios culturais para pessoas como a Inês O.

Seja bem vinda à Cidade das Belas Colinas.

BOAS  PEDALADAS  POR  LX
Bicla Lx - Passeio pela Arquitectura do Ferro em Espaço Público

Sempre reparei que a maioria das pessoas preferiam a madeira ou a pedra  ao ferro, quando fazia arquitetura de interiores, há quase uma década.

Saudosismo do passado à parte, reparo agora que os decoradores dos muitos e pequenos espaços públicos são os próprios donos desses espaços, ao juntarem às suas, as ideias dos amigos tiradas da net. Não é que seja mau. A paixão dos arquitectos pelo ferro e dai a sua indução aos clientes é que deixou de existir. (sorrisinhos!)

Ninguém já contrata um arquiteto para compor um espaço interior. Esse é o motivo porque me têm aqui a teclar e a conversar sobre modos de deslocação na cidade. (sorriso!)


Adoro a crise porque permite a mudança de paradigmas enraizados e torpes. Modifica, racionaliza, compõe, e faz-nos procurar alternativas.

Preocupa-me sim é o que essa crise traz de dificuldades, já no presente, e de preocupações rebocadas pela incerteza em paredes sem janelas para o futuro!

Na infância, apesar da insegurança que uma guerra colonial muito próxima trazia, sentia o infinito da esperança que nos permitia acreditar naquele vasto tempo e espaço de uma África gigantesca. Hoje acredito que por lá ainda se sinta o mesmo. Aqui, para uma grande maioria, deixaram de se imaginar projectos patrocinadores de bons hábitos ou modos de vida.

Mas há exceções e elas estão outra vez próximas se estivermos atentos.


Percebam por exemplo o que o jornal O Pedal nos anda a segredar (ao ouvido se o lerem alto) pela voz escrita de jovems e talentosos escritores, ou informem-se sobre os Dias de Transição do ciclo de conferências sobre sustentabilidade, organizado pelo teatro Maria Matos de Lisboa.
PISTA DE GELO_ DISTRIBUIÇÃO DAS DESPESAS ANUAIS

Que vos parece a ideia de convidar um arquitecto de prestigio internacional como Frank Gehry
, que é adepto e joga hóquei no gelo?

Ou então o nosso arquitecto mais premiado internacionalmente, Eduardo Souto de .Moura?

Seria de facto motivador para a Edilidade se este prestigiado arquitecto Português nos oferecesse o projecto de arquitectura para a primeira Pista de Gelo sustentável para Lisboa  :)

Ou convidar Tomás Taveira, que de facto já desenho projectos de Pistas de Gelo para outros Paises!

E claro, com dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas que agora Portugal está privado de praticar, desenvolver e competir internacionalmente.

UmmmH e Esta ehmm?:)

Se se reabilitam velhas glorias, património histórico, para o fabrico de cerveja, e se já não se pensa só em Jardins, em pistas cicláveis e em Lares de idosos, porque não propõe o nosso Inovador e arrojado Presidente de Câmara um projecto deste tipo?

Pouco mais que um milhão bastava para satisfazer muitos Portugueses que se têm que deslocar ao Estrangeiro para a prática de modalidades como PATINAGEM ARTISTICA, LIVRE e HÓQUEI NO GELO!


Reparem (só por curiosidade) ...Com o dinheiro gasto para a realização do EuroFestival da Canção tinham-se construido 20 pistas de gelo de carácter permanente.

… Em 20 cidades distintas de Portugal... :)

UmmmH e Esta ehmm?:)



Estava  a brincar... Claro que desejo sempre que o sonho se torne realidade.


Há dias, a arrumar papeis no escritório, não é que descobri um agradável estudo de viabilidade económica da muito antiga e já extinta Associação Nacional de Desportos no Gelo? (depois transformou se em Federação)

E claro que não resisto a publicar estes preciosos documentos! 

Apesar de antigos tem muita informação relevante.

São conteúdos ainda do tempo dos escudos, mas o estudo prova que já há vinte anos uma pista de gelo em Portugal era viável economicamente. Hoje com a descoberta e o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias, com as energias sustentáveis e novas equações o processo ainda é mais vantajoso para o promotor e para o investidor.


As tabela e gráficos em ANEXO são parte desse estudo e falam de:

- Investimento Inicial
- Mapa de Ocupação
- Despesas - Recursos Humanos
- Despesa Anual com Gráficos
- Receitas e
- Receita Anual com Gráficos

Equipamento e Refrigeração e Projecto de Aquitectura -Podem ver muitos exemplos na Internet


Nota Importante

Neste momento a FDI (Federação de Desportos de Inverno) está a fazer tudo para que Portugal possua a tão desejada Pista de Gelo.


Hoje Portugal já tem uma Seleccão Nacional de Hóquei no Gelo
Há também uma Equipa Portuguesa de Hóquei no Gelo - os Linces Lusos, que disputa torneios em Espanha.


Bom proveito

Eliseu33



















A quem desejar consultar os originais, terei todo o gosto em dar uma copia 

Eliseu33


   Ainda sem meios digitais desenhava se, destraida e displicentamente não como um fim mas apenas como um meio para atingir outros objetivos ..



































Curtiram estes  registos  em blocos de notas  já muito antigos ?
Abraço
Eliseu33