Quando temos o saco cheio de lembranças há dias que nos dá para de lá sacar cenas de memórias bem antigas.
Quando era puto sonhava, e agora recordo e desejo ser jovem! Coisas de cota? (sorrisinho!)
Foi a revista Bike, desconfio que o número 7, da qual era na altura diretor P.C. (depois Director da B)que, ao folheá-la, mudou a minha vida para sempre... uf!
Nessa revista, atirada para a minha mão para me distrair e ajudar a compor uma lenta tarde numa esplanada de Sintra por uma querida amiga, escolhi e descobri a magnifica e já mítica Proflex 857.
E também constatei que se organizavam passeios de BTT pela zona saloia preparados por umas magnificas pessoas do Departamento de Desporto da Câmara de Sintra.
Estávamos nos primórdios do BTT, nessa altura não havia maratonas de 3000 pessoas.
Depois de uma prova destas esses trilhos ficam sem arestas e mais suaves? Nos trilhos do caminho pedestre de Santiago já passaram centenas e centenas de milhares de solas e também, nos últimos anos, alguns pneus!

Com a aquisição da Proflex 857 comecei a ir a todos os passeios que se realizavam no Pais!
Nessa altura aos passeios iam 20 ou 30 pessoas, e por esse facto, associado ao cumprimento periódico de um desejo comum, facilmente nasciam amizades e o desporto enraizava-se! Cabra Montez, José Neves, também operavam na natureza.
Não é saudosismo bacoco. Só que com a massificação e as amizades virtuais desvanecem-se os objetivos das amizades verdadeiramente desportivas!
A natureza também fazia parte da lista de amizades adicionadas, e restos de embalagens de barras energéticas nunca ficavam para trás após consumo, com esse típico gesto displicente de desapego. Éramos cuidadosos com a mãe natura.
A cidade para todos, aí pelos anos 1990, ainda era uma afronta. Longe estava da beleza cultural da atualidade.
Havia mais carros nas artérias viáveis, menos rotundas ou túneis. O trânsito caótico da semana e o desespero das limpezas ao fim dela por parte de um dos elementos do casal, empurravam-nos para atividades reminiscentes duma infância distante e feliz.

A banca emprestava para comprarmos brinquedos!
E nessa revista dois BTTistas descreviam o caminho de Santiago francês com todos os detalhes que religiosamente gravei na minha memória.
A revista também ficou à cabeceira dum sonho!
Como chegar a Roncesvailes e tirar a carta de peregrino, como se pode comer e dormir, o que levar, quanto se gasta?
… Essas coisas que agora centenas de nós professoramos com elevada arrogância! eh! eh! (até eu já o fiz!) ... e estou a fazer? ... humm!

Após 3 anos de prática com a nova maquina de duas rodas (ainda a conservo!) aí estava este vosso amigo que agora vos incentiva, a subir para o sud Express rumo a Irum.
Nesse longínquo artigo descrevia-se a fonte que jorrava vinho, falava-se da cruz de ferro e de outras curiosidades…
Os montinhos de pedrinhas que me surpreenderam e impressionaram (comoveram!!!) por acaso nesse artigo estavam omitidos! Conhecem? Falei já deles numa cronica anterior.
Estar em forma e fazer um caminho deste tipo pelos trilhos pedestres montado numa todo o terreno é brutal.
Brutal de bom!… Entenda-se! Apesar de nos primeiros dias alguma precipitação me ter causado contratempos físicos e mecânicos que me molestaram e me fizeram sentir um grande bruto!
- Você é francês? Perguntava a eremita algures num monte ainda perto dos Pirenéus.
- Não! Português, Lisboa…
- Mas olhe que sobe como um francês… Era um elogio…

Estava a galgar em subida acentuada com grandes valas entremeadas de pedregulhos.
Sim, vinha em boa forma de Portugal, mas isso não me impediu de desenhar grandes palhaças no espaço que o caminho tinha para oferecer!
Recordo com angustia os primeiros “tralhos”. E também começar a receber como que uma corrente de pensamentos vinda das minhas origens religiosas a alertar me para o facto de que não estava numa corrida, mas a viver um percurso (tal como é a caminhada da vida) percorrido por locais numa sequência temporal, tal qual é o nosso dia a dia.
Tenho para mim que uma peregrinação deverá ser realizada a solo, sobretudo para não nos distrairmos,  em conúbio com a envolvente paisagística, deixando em aberto os contactos humanos a realizar e a surgir como que vindos do exterior a nós, sempre de pessoas em comunhão da estrada e dos mesmos locais.
Então, despidos de preconceitos e falácias, a amizade surge de fora e não dos amigos que já levamos e com os quais nos confrontamos nos ruídos sem que o percurso surja na nossa essência.
Em minha opinião, se todos os dias repousarmos bastante e tivermos cuidado com o que ingerimos, e se algum tempo antes cuidarmos da preparação física, durante o caminho, qualquer que ele seja, dá se uma purga e o essencial volta.
Desse modo o excesso parece-nos já aleatório e desprovido de sentido.
Lá estava a fonte a jorrar vinho, a bota do ciclista falecido num nicho encerrado, a Cruz de Ferro.
E surge o imprevisto encontro com um casal de ciclistas espanhóis, e a entrada de 7 ciclistas numa povoação já bem no final de um dia da Agosto de 1998, todos quase desesperados à procura de alojamento.
Quem nessa noite nos acolheu foram as freiras de um Convento.
O que o Juan exigiu para o jantar foi massa, MUITA MASSA. Sim, porque após tão enorme esforço necessitávamos de calorias.
Tinha conhecido esse casal dias antes quando por estrada rachei o aro e por alcatrão procurava uma oficina.
No outro dia acompanhei-os um pouco na subida da parte mais dura do percurso e percebi a razão de tanta massa muscular e do cuidado de Juan com a alimentação.
Ele com um cordel puxava a esposa, literalmente, pela encosta acima.
Em tempos tinha também corrido na volta a Espanha.
Ficámos amigos e voltei para os trilhos, e deste modo era natural que nos fossemos encontrando, como de facto foi acontecendo. Esses encontros eram festas como se de velhos amigos nos tratássemos.
Com outros recusei sempre fazer grupo, por mudar desse modo hábitos e ritmos de pedalagem.
Temos que saber estar connosco, e de facto aprendi.


No somatório de muitos km após ter enveredado por uma peregrinação mística, e ao começar a desmontar e a meditar em cruzeiros e capelas de oração, a harmonia de corpo e alma foi surgindo.
A partir do terceiro dia o rendimento físico subiu, a concentração estava ao máximo, e quase não estranhei quando nos dois últimos dias senti a força de Deus.Que outra força era aquela?
Havia como que duas mãos que me empurravam e me guiavam o caminho. A bicicleta, o trilho, e a natureza envolvente eram minhas amigas. Todos parecíamos feitos da mesma matéria e saídos do mesmo lugar. Andará por aí o equilíbrio, a euritmia e a grandeza?

Quando subi o Monte Gozo e cá do alto avistei Santiago, desfiz me em lágrimas e chorei.O importante é o caminho e tinha terminado.Pelo meio conhecem-se personagens de características distintas.
Por exemplo: uma mãe galinha que acompanhava, numa roulote em estilo caravana do GIRO (Vuelta!), o filho que ia numa bicla estradista, e que o punha a fazer alguns km antes da boleia para o albergue mais à frente!

Isso intrigavam-me! Sim, eram italianos. E um dia, já muito depois de Burgos, constatei que a roulote se encontrava estacionada e silenciosa em local aprazível. A minha pessoa seguia lentamente por estrada com a roda rachada em direção ao Sol.
De salientar que aquelas estradas do caminho de Santiago Francês parece que nunca fazem curvas, que são sempre retas em direção ao sol poente onde se encontra Santiago.
Numa dessas retas infinitas onde não havia ninguém, nem carros, nem carroças, nem lebres a atravessar a estrada... só o silêncio e os esbatidos ocres da Província de Leon, oiço abruptamente atrás de mim um grande estrondo!

Olho e observo uns olhos esbugalhados aos pulos e muito comprometidos.
O raio do Imberbe Italiano (aparentemente parecia miúdo mas já andava nos vinte e tal aninhos!) veio bater em mim violentamente numa reta onde não circulava mais ninguém. Poça! Imaginam o susto!
Também o lixei.
Apontei para o aro que trazia rachado e disse-lhe em italiano cavernoso que ele e a sua mamã me tinham que pagar o raio do aro!
E ele abanava nervosa e afirmativamente a cabeça como se de um boneco elétrico se tratasse.
Já me estava a santificar e desmenti... ... ah! mas ele também se assustou!



Eliseu_2013
 ( Obs:escrevi este texto depois de ter feito o Caminho da Prata. (Lisboa, Sevilha, Santigao, Castelo Rodrigo) Mas as historias nele narradas refletem as memórias do Caminho de Santiago Frances  realizado em 1998 . Foi escrito  para o blog da altura_ BICLALX)
PISTA DE GELO_ DISTRIBUIÇÃO DAS DESPESAS ANUAIS

Que vos parece a ideia de convidar um arquitecto de prestigio internacional como Frank Gehry
, que é adepto e joga hóquei no gelo?

Ou então o nosso arquitecto mais premiado internacionalmente, Eduardo Souto de .Moura?

Seria de facto motivador para a Edilidade se este prestigiado arquitecto Português nos oferecesse o projecto de arquitectura para a primeira Pista de Gelo sustentável para Lisboa  :)

Ou convidar Tomás Taveira, que de facto já desenho projectos de Pistas de Gelo para outros Paises!

E claro, com dimensões que permitam a prática das cinco modalidades Olímpicas que agora Portugal está privado de praticar, desenvolver e competir internacionalmente.

UmmmH e Esta ehmm?:)

Se se reabilitam velhas glorias, património histórico, para o fabrico de cerveja, e se já não se pensa só em Jardins, em pistas cicláveis e em Lares de idosos, porque não propõe o nosso Inovador e arrojado Presidente de Câmara um projecto deste tipo?

Pouco mais que um milhão bastava para satisfazer muitos Portugueses que se têm que deslocar ao Estrangeiro para a prática de modalidades como PATINAGEM ARTISTICA, LIVRE e HÓQUEI NO GELO!


Reparem (só por curiosidade) ...Com o dinheiro gasto para a realização do EuroFestival da Canção tinham-se construido 20 pistas de gelo de carácter permanente.

… Em 20 cidades distintas de Portugal... :)

UmmmH e Esta ehmm?:)



Estava  a brincar... Claro que desejo sempre que o sonho se torne realidade.


Há dias, a arrumar papeis no escritório, não é que descobri um agradável estudo de viabilidade económica da muito antiga e já extinta Associação Nacional de Desportos no Gelo? (depois transformou se em Federação)

E claro que não resisto a publicar estes preciosos documentos! 

Apesar de antigos tem muita informação relevante.

São conteúdos ainda do tempo dos escudos, mas o estudo prova que já há vinte anos uma pista de gelo em Portugal era viável economicamente. Hoje com a descoberta e o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias, com as energias sustentáveis e novas equações o processo ainda é mais vantajoso para o promotor e para o investidor.


As tabela e gráficos em ANEXO são parte desse estudo e falam de:

- Investimento Inicial
- Mapa de Ocupação
- Despesas - Recursos Humanos
- Despesa Anual com Gráficos
- Receitas e
- Receita Anual com Gráficos

Equipamento e Refrigeração e Projecto de Aquitectura -Podem ver muitos exemplos na Internet


Nota Importante

Neste momento a FDI (Federação de Desportos de Inverno) está a fazer tudo para que Portugal possua a tão desejada Pista de Gelo.


Hoje Portugal já tem uma Seleccão Nacional de Hóquei no Gelo
Há também uma Equipa Portuguesa de Hóquei no Gelo - os Linces Lusos, que disputa torneios em Espanha.


Bom proveito

Eliseu33



















A quem desejar consultar os originais, terei todo o gosto em dar uma copia 

Eliseu33


Há tempos num post de Facebook Paula B. afirmou que os homens se querem feios... E claro, divaguei...
Ela então sugeriu-me que meditasse e foi o que fiz nessa noite e que aqui vos deixo.

Refleti e acrescento:

:)

Acreditamos que o feio é o oposto de belo, o mau do bom, o fim do principio, a luz das trevas, e por aí fora.

Como se o mundo se pudesse simplificar em princípios maniqueístas. Tal e qual como na nossa infância nos habituamos a olhar o mundo através dos filmes, de um lado o bom e do outro o vilão - Um dualismo demasiado simplista e falso!


"Os homens querem-se feios e a cheirar a cavalo"....! eh! eh!


Mas como por vezes somos seduzidos pelo feio, sempre me pareceu importante meditar no que pensamos ser o seu oposto - o belo.


Os fundamentos de beleza e de harmonia, que se encontram na natureza são depois replicados pelos construtores em moradias, templos, vias, abrigos e fantasias edificadas. Obras de arte projectadas no espaço através do  tempo encontram o seu vocabulário e significado em normas e fundamentos tais como: simetrias, semelhanças, diferenças, contrastes, escala, proporção, ritmo, etc.

Ou seja, os fundamentos de todos os criadores e compositores.


Segundo Santo Agostinho, em cada criatura (bela ou feia) há uma unidade apesar da multiplicidade. Uma unidade entre o Ser e todo o Universo.

Quando olhamos o mar e o céu o nosso cérebro recebe informação e faz a sua leitura e interpretação através dos nossos órgãos sensoriais... Mas a informação e a educação condicionam essa observação, Certo?
Assim se conclui que as ideias de feio, belo, mau, bom, estão sem duvida profundamente associadas à nossa cultura tradição e princípios.


Então nada é absolutamente feio ou relativamente belo - os julgamentos são o resultado de uma cultura e informação!


A nossa moral cristã enraizou dois princípios ontológicos originários: a luz (o bem) e as trevas (o obscurantismo que tende para o mal, para o inferno) – O dualismo simplista com que comecei esta observação gráfica.

Infelizmente esta cultura também nos cegou à multiplicidade, divergência e complexidade.


Pois, o mito de Titã ofuscou o de Fausto, a mecânica quantitativa de Newton, Copérnico, Aristóteles e Galileu prevaleceu sobre a corrente naturalista, qualitativa e orgânica fundamentada por Paracelso no século XVI e que se perdeu.

Caso contrario (se Paracelso tivesse sido mais convincente) os signos e os símbolos da corrente naturalista prevaleceriam sobres os sistemas do mundo tecnológico.

E um homem feio, enlameado na bosta das bestas e a cheirar mal, seria o símbolo e o ícone que superaria os do tipo perfumado, camisa alva e bem penteado...

Sem duvida que prefiro comungar com a mãe natureza, mas há um preço - nem todos(as) gostam do que sai das normas!





Que fenómeno é esse da competição e da procura louca da posição de destaque, em que a glória súbita se afasta da igualdade e da dádiva?

Na “Seleção natural de espécies”, segundo alguns teóricos nomeadamente o nosso Charles Darwin, consta que o mais adaptado sobrevive perante as arrogâncias da natureza, e define-se o ser humano como um ente que quer sempre lutar e vencer, conquistar território e dominar, e onde a solidariedade e o companheirismo são um miasma que a minha emoção recusa compreender!

Que ilusão essa narcisística da recorrente luta pelo titulo de campeão que nada de mais faz que nos dar a falsa sensação de grandeza e aceitação social apontadas num rascunho efémero e passageiro!


Há uma fúria primitiva que me persegue sempre que sou ultrapassado e que me impele a competir!..

Naquele  dia, deviamos ainda estar na Primavera, rodava na Avenida João XXI e confrontei-me com o J. P. no vermelho da Avenida de Roma!

... não me viu, porque a sua concentração na primeira linha dos carros a aguardar verde estava focada em manter a sua clássica bicicleta na vertical e tranquilamente estática, daí nessa abstração não me ver.

Gostava de ter aquela habilidade - pensei eu -.uma segunda-feira destas terei que ir a um treino aberto de Bike Polo para iniciados!.. Deve ser interessante! - continuava eu a pensar enquanto o olhava, e nestes pensamentos não tinha aproveitado o momento em que num cruzamento todos os carros estão parados!..

Momento único e rápido esse, conhecem?
São alguns segundos de pausa no trânsito de ambos os lados, em que só temos que acautelar as motas que venham de trás lançadas quando um dos lados muda para verde!

Para mim aquelas habilidades eram resquícios do seu Bike-Polo! Já me tinha deparado com outros ciclistas naquelas artes circenses!

...Mas  naquele momento tinha um problema!
Ia no mesmo sentido que ele e com muita pressa!! Sabia que não se ultrapassa um ciclista daquele calibre sem mazelas.
Então lentamente cumprimentei-o, mantive durante alguns segundos uma conversa de circunstância, perguntei-lhe pelo percurso mais recto para a Duque de Ávila (farto de saber qual era! ...iria para o Velocitá Café?) e disse lhe até logo... Rapidamente senti, vindo da retaguarda, uma forte trepidação de pedaleio galopante... O J.P. não esteve de modas e ultrapassou-me, e eu claro, tirei-me de diplomacias e tornei a ultrapassá-lo...
Depois foi um tal alucinante ultrapassar-mo-nos entre carros e sinais vermelhos que rapidamente nos encontrava-mos no lugar por mim indagado!... E a bafejar despedi-mo-nos sorrindo...
Aquele foi de facto o meu primeiro Alleycat a serio!

Há uma fúria primitiva que me persegue sempre que sou ultrapassado e que me impele a competir!..

 alleycat! Que infantilidade a minha!

Naquele principio de tarde de primavera com o J. P. aconteceu o mesmo que acontece quase sempre em todas as situações semelhantes e em qualquer estação do ano!

Nestes duelos se não houver joelhos rasgados pelo alcatrão surge sempre algo inesperado, que é a exultação extrema vinda do mais fundo, mesmo perdendo! Conhecem? Vale a pena experimentar

Tudo isto mais se empola quando monto uma bicla rápida. A raiva no pedaleiro é constante nessas andanças urbanas!

Mas o que numa primeira análise parece errado e até inconsciente tem-me posto a refletir.

Cheguei à conclusão que o Alleycat é a melhor das atividades desportivas (exercício) e de locomoção que o ciclista pode fazer na cidade em beneficio da segurança.

É aparentemente arriscado, mas não é! ...para quê essa risadazinha caro amigo leitor?

Então reparem… Vou expor a coisa! :)

Muito perigoso é andar devagar no meio do trânsito agitado sem temer terceiros quartos e quintos. Ou melhor, tudo e todos! Assusto dizer isto?

A cidade fica segura para o ciclista se este andar por ruas e vielas estreitas e de pouco transito. Se pedalar por vias com o máximo de duas faixas ou atentamente na pistas cicláveis que a edilidade nos oferece... Disse atentamente sim, escrevi.

Se me permitem a dica, é sempre conveniente procurar os percursos onde se pode andar de guardas em baixo e tranquilamente! Mas se quisermos atravessar a cidade rapidamente, sem os atrativos da deambulação e da contemplação, teremos que usar todas as vias quer sejam largas, estreitas, de farto ou suave transito. Nesse caso a lentidão é inversamente proporcional à SEGURANÇA.

E como o nome da mítica corrida de estafetas indica (Alleycat) seguindo com a astúcia e a agilidade de um gato pelo meio do transito é como seremos mais eficazes na condução e conscientes nas opções.

BOAS PEDALADAS
 Ass. Um tipo que gostava dee ser  Gato  :)
2013

Sair de 4 paredes , ir por a Cidade sem distino .. ENTRAR nas emoções, atravessar uma Alameda seguir uma direção, e depois parar num jardim, beber uma taça numa esplanada... Fazer uma curva apertada, ter um arrepio, um Conforto Desconformado mas BEM FORMADO, escutar um sussurro do Tejo e de repente outro desvio tangencial ...Rasar um novo buraco! Ter uma vista súbita, uma travagem apressada e uma descida arrepiante, uma CURVA, uma ultrapassagem....outra acelaração!...travagem..derrapagem.
E outra ultrapassagem ou um vermelho que se para..  . ...depois encontrar um Destino.
Um "Ola" e um sorrisso de uma criança para um ciclista.
Sair do slim acelarar por a Avenida acima porque um colega nos deixou para traz..... ir para a frente de um consolo, olhar um edificio surpreendente de muitos passsados. uHmmm! - "Nunca o tinha espreitado por entre os barulhos da cidade"!
..olhar ... Ver e ATRAVESSAR o OLHAR por fora das janelas, devolver um desgosto, sair duma RUA e ESCUTAR o barulho de um beco vazio e mais á frente a repreensão de um Policia e DEPOIS passar no meio de muitos ...MUITOS carrros.
CANSADO....deitares-te na relva com muito céu por cima e sol pelo meio e sentir a Cidade e á noite gingar em contramão por entre as Estrelas caidas do Céu, atravessar circunsrtancias...!


Obrigado Companheira... fiz um esforço para te restaurar mas voltaste a dar me as Noites e os Dias .... as transparências cresceram os tédios diminuiram e a Cidade alargou-se...as horas estão maiores....
Obrigado Velhota


   Ainda sem meios digitais desenhava se, destraida e displicentamente não como um fim mas apenas como um meio para atingir outros objetivos ..



































Curtiram estes  registos  em blocos de notas  já muito antigos ?
Abraço
Eliseu33